Piña Colada Frozen


Men are…

If 30 is the new 20,

40 is the new 30,

black is still the new black,

then men are the new women.


Vou embora e pronto!

Não tenho mais paciência.

Não tenho mais idade.

E graças a Deus, tenho carro.

Portanto, me convida, me trata bem, eu fico. Me desagradou? Me destratou? Sinto muito, querido, vou embora.

Quebrou o clima, sumiu a paz, mexeu na energia.

Veio o desconforto, a agonia, ficou ruim.

Será que estressei demais? Exagerei? Bem provável. Mas quem é que diz que eu tenho que ficar? Por que é que eu tenho que ficar quando o que eu mais quero é sair? Vou embora e pronto!

Manda mensagem, liga, pede desculpa. Aceito. Mas o tempo, o tempo não volta. E eu fui.


Irritante

Odeio gente que não sabe reagir quando contrariada.

Recebe um não e começa a te agredir de formas gratuitas e totalmente exageradas, over the top, acabando com o pouquinho de consideração e respeito que ainda sustentava a conversa.

Conheço uma pessoa assim. Intimamente, I’m afraid.

E cada vez que a coisa não sai do jeito que ele queria ou quando digo um “não é bem assim”, “hoje não tô a fim”, é só esperar. Lá vem o destempero, a palavra descabida. Hey, that was uncalled for! Grosseria não, meu filho. Aqui no meu mundinho isso não é legal. Fica sozinho então. Fica aí refletindo desacompanhado. Olha pra parede e pensa no que fez. Cresce a aprende a lidar com os problemas. E desculpa tem limite. A pessoa cansa.


Prazer é doação

“Compreendi com você que o prazer não é algo que se tome ou que se dê. Ele é um jeito de dar-se e de pedir ao outro a doação de si. Nós nos doamos inteiramente um ao outro.” (André Gorz, em Carta a D.: História de um amor, trad. Celso Azzan Jr., Ed. Annablume e Cosacnaify, p. 9)

 


Vê se chora

“Basta de clamares inocência

Eu sei todo mal que a mim você fez

Você desconhece consciência

Só deseja o mal a quem o bem te fez

Basta não ajoelhes, vá embora

Se estás arrependida

Vê se chora

Quando você partiu

Disseste chora, não chorei

Caprichosamente fui esquecendo

Que te amei

Hoje me encontras tão alegre

e diferente

Jesus não castiga o filho que está inocente

Basta não ajoelhes, vá embora

Se estás arrependida

Vê se chora” (Basta de clamares inocência, Cartola)

 


Por uma vida

A primeira vez que coloquei os olhos nele foi há 10 anos. Lindo. Alto. Largo. Sorriso largo. Charme em pessoa. Paixão imediata. Não demorou muito até ficarmos pela primeira de tantas vezes. Noite fria, calor intenso. Começou ali uma história que insiste em não acabar.

Na época ainda mais emocional do que hoje – porque se os anos fazem bem, trazem maturidade e mais equilíbrio da emoção com a razão - logo caí de quatro por ele. O jeito evasivo e distante dele só ajudaram. Quando descobri a faceta de mulherengo e conquistador de quem quisesse, já era tarde. Por anos me deixei enrolar. Na época, era vítima. Hoje, vejo que fiz parte do jogo. Deixei. Como todo bom apaixonado inexperiente, empurrava os limites para mais longe, ultrapassando as linhas, uma a uma, até que ele não visse limite no abuso.

E sofri, vi o objeto da minha paixão me maltratar, cultivar afeições por outras, quando o que eu mais queria é que ele só me visse, quisesse só a mim. Ouvi barbaridades, chorei, e mais, achei que não ia passar. Porque quando estávamos juntos, era tudo tão bom. Havia tanta identidade, tanta intimidade, riso solto, astral de quem já se conhece há tempos, energia de outra vida ou o que quer que chamem. E quando eu achava que estava esquecendo, ele voltava, intenso, irresistível. 

Mas, num belo dia, passou. Uma coisa boba, uma palavra deslocada dele pôs fim a tudo. A gota d’água num copo imenso de desilusões. Chega!

Distância, sumiço, cada um tomou seu rumo.

Quando terminei um namoro de anos, saí à noite e o encontrei. Dessa vez seria diferente. Ele não me perderia de novo, disse, com aquela cara linda que só tinha melhorado com o tempo. E o bis foi ainda melhor do que antes. A segunda fase de um grande amor, que agora iria em frente.

Ligou no dia seguinte, e no outro, e no outro. E as defesas antes armadas foram arrefecendo, a dureza do coração amolecendo, o medo desaparecendo. E caí de novo. Por tantos momentos mágicos, por tanta troca, por tanta felicidade do encontro, não resisti e me apaixonei de novo.

Não demorou para que degringolasse, quando descobri, após algumas semanas, que ele estava namorando. Não, não tinha terminado, não tinha acabado de terminar, nem estava em vias de. Estava namorando enquanto esses momentos mágicos aconteceram comigo. Se ele terminasse, ela ameaçava suicídio. Essa foi a pior que ouvi. Mas foram várias outras desculpas. Por mais um tempo, vivi de migalhas.

Aí que me distanciei, vivi outros amores, e passou de novo. Um que me tratava como rainha, me ensinando que podia ser sim muito bem cuidada e amada, outro que por mim nutria uma atração enlouquecida, me mostrando que eu podia ter quem eu quisesse. Um “pra casar”, outro definitivamente não. Na verdade nenhum dos dois. E fui mudando, crescendo, conhecendo quem eu mesma era, o que eu podia, o que queria pra mim.

Mas ele não largava o osso. Tentava se fazer presente, embora eu dissesse que não dava mais, que não tinha mais jeito.

Então os outros amores foram embora e em um momento de baixa, nada de muito interessante acontecendo, depois de várias mensagens dele, resolvi ceder e liguei. Assim, na madrugada, como ele costumava me ligar antes. Não, dessa vez eu não queria amar. Dessa vez eu já estava vacinada. Realmente. Anticorpos fortalecidos. Cabeça diferente, sonhadora ainda, mas ciente e consciente de ele não era pra mim. Porque as afinidades sumiram com o tempo, a não ser a do fácil convívio, mas os planos, os objetivos, as visões, os mundos são tão diferentes que gerariam mais sofrimento para aparar as arestas do que alegria de estar junto depois de tanto tempo.

Porque de fato não era meu desejo. Caso fosse, sabe Deus, eu lutaria. Nunca fui de desistir fácil. Mas eu não queria mais. Só tinha um problema: ele queria. Não só ficar comigo, não só completar o vazio da madrugada, o conforto, o carinho. Ele queria namorar! Queria casar, ter filhos, dois ou três, precisava de pouco pra viver, nós, um amor, uma cabana, um violão, que era o que ele estava me oferecendo.

E eu, eu queria só preencher o vazio da madrugada. De um dia de chuva.

Tudo o que eu queria antes e não mais agora se transformou no que ele queria agora, e não antes. E eu o quero bem, mas não o quero pra mim.

Tanto que eu lutei, tanto que eu fiz pra isso acontecer. E agora que acontece, já não quero mais. Me sinto vendo o filme de fora, de longe, sem a emoção que me tomava antes. Agora o sentimento era mais de satisfação. De ter, embora tão fora de hora, tudo aquilo que eu desejava.

Há 10 anos. Se se pode dizer que 10 anos são uma vida, então por uma vida vivo essa história. E não vai ter fim, eu sei. Não é o fim que eu imaginei no começo, não é o fim que ele quer agora e que eu tanto sonhei, por anos, e que agora desprezo porque sei que não me serve. Mas que não é o fim, isso não é. Por uma vida ele está na minha, e por uma vida eu estou na dele. Ainda. Por uma vida.


Mais uma dose…

"Mais uma dose?
É claro que eu estou a fim
A noite nunca tem fim
Por que que a gente é assim?

Agora fica comigo
E vê se não desgruda de mim
Vê se ao menos me engole
Mas não me mastiga assim

Canibais de nós mesmos
Antes que a terra nos coma
Cem gramas, sem dramas
Por que que a gente é assim?

Mais uma dose?
É claro que eu tô a fim
A noite nunca tem fim
Baby, por que a gente é assim?

Você tem exatamente
Três mil horas pra parar de me beijar
Hum, meu bem, você tem tudo
Pra me conquistar

Você tem exatamente
Um segundo pra aprender a me amar
Você tem a vida inteira
Pra me devorar
Pra me devorar!

Mais uma dose?
É claro que eu tô a fim
A noite nunca tem fim
Por que a gente é assim?"
(Cazuza/Roberto Frejat/Ezequiel Neves)

Bem vividos

Há coisa melhor que fazer aniversário rodeada de amigos?

Dos bons, não dos falsos? Porque os falsos existem, não há que negar, mas deixa eles pra amanhã, o dia oficial. Haverá tempo pra tudo amanhã. Mas hoje, na véspera, vieram os que realmente contam. E ficaram pra virada!

2 amigos, que no máximo poderiam ser 5, assim, preenchendo uma mão inteira, que um sujeito de sorte pode ter de amigos verdadeiros.

Mais o Bono, logicamente, para dar o toque P.D., se é que vcs me entendem.

Beijos, queridos, que ano que vem tem mais.

Na verdade, amanhã tem mais, e depois, e depois, e depois…

Porque todo dia é dia de ser feliz. E todo dia é dia de Bono.

Como é bom ser jovem…


A bit naïve

Você também achava que o Freddy Mercury tinha apenas boa postura? Que ficava todo empinado, com o pescoço duro e aquelas pernas compridas de gazela muito bem colocadas porque tinha aprendido como se portar diante do público? E se surpreendeu imensamente quando descobriu que ele era gay?

Se sua resposta foi sim, bem-vindo ao mundo dos ingênuos. Ele é cor de rosa.


Fechamento

Pelos dias cheios e noites agitadas, na sua maioria, fornecendo a média gostosa de ter mais recordações do tipo bom que do tipo ruim.

Pelos lugares conhecidos, pelas pessoas novas, pelas antigas, pelas mudanças nas antigas, pela descoberta das qualidades e dos defeitos.

Pelas viagens, a trabalho, a passeio, combinação dos dois, em lua de mel, sem casamento, sem namoro, sem expectativa, que depois se tornou expectativa frustrada, mas que deixou recordações pra vida toda dos momentos mais românticos e especiais que qualquer casal apaixonado sonha viver.

Pelo crescimento, pela dor ou pelo amor, que tanto fazem amadurecer, pena que mais pelo primeiro, mas ainda assim crescer, que é o que importa.

Pelos sentimentos externados, pelos sentimentos guardados, pelos sentimentos chorados e pelos gargalhados também.

Pelo trabalho, que graças a Deus não faltou, e trouxe bons frutos, dinheiro, reconhecimento, satisfação das decisões bem tomadas.

Pela família, sagrada, especialíssima, incomparável, que cresceu, continua junta e feliz por isso.

Por tudo que 2007 me trouxe, me deu, de mão beijada, pelo que lutei para conseguir, pelo que perdi porque não era pra ser, pelo que vivi, pelo que me foi poupado, pelo que me foi apresentado e que eu abracei com força, OBRIGADA!

Que 2008 seja tão bom quanto 2007.

Que nada mude. Que tudo mude.

Que as mudanças que sinto há algum tempo se formando venham à tona, no seu tempo, recebidas com entusiasmo por mim e pelos que me rodeiam. Os que não gostarem, é gentileza retirar-se.

Que eu tenha a serenidade para tomar as decisões necessárias, as certas, de preferência, de escolher as pessoas certas, de afastar as erradas.

Que a saúde e a paz acompanhe a mim e aos meus.

Que o amor tome todas as formas. Amor amigo, amor filho, amor irmão, neto, tio, sobrinho, primo, amante, apaixonado, apaixonante, que faça brilhar os olhos e revirar o estômago, que dê frio na barriga e que seja por uma boa causa.

E se não for, que não faça perder a paz, que não faça perder a saúde.

Venha com tudo, 2008.

Meus braços estão abertos pra te receber.